Apostadores de plataformas ilegais recorreram ao Reclame Aqui após bloqueio de saques, diz MPRJ

  • 13/08/2026
(Foto: Reprodução)
Apostadores reclamam de saques nas plataformas ilegais de apostas esportivas Reprodução Investigação do Ministério Público do Rio (MPRJ) aponta que apostadores de plataformas ilegais de apostas esportivas procuraram o site Reclame Aqui para reclamar da impossibilidade de sacar valores que, segundo eles, haviam sido ganhos. De acordo com documento apresentado à Justiça por promotores do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco), usuários relataram que, após fazer depósitos e acumular saldo nas plataformas, tiveram pedidos de saque cancelados ou bloqueados de forma sistemática. O MPRJ afirma que as reclamações estão ligadas à atuação da empresa FP Sistemas Ltda., investigada por supostamente intermediar pagamentos para operadores ilegais de apostas. De acordo com o documento, uma consulta feita ao Reclame Aqui em julho de 2026 identificou 1.533 reclamações contra a empresa, a maioria relacionada a operações envolvendo apostas on-line sem autorização federal. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Agora no g1 Entre os casos citados pela investigação está o de um apostador que afirmou ter depositado R$ 10 mil na plataforma Pixbr.io e alcançado saldo de R$ 32.270,92 após apostas bem-sucedidas, mas não conseguiu retirar o dinheiro. O documento relata ainda que usuários reclamaram de canais de atendimento sem resposta e do bloqueio permanente de contas. Para os promotores, os relatos indicam um padrão de retenção de valores e obstrução de saques, conduta que pode caracterizar estelionato. Movimentação de R$ 1,4 bilhão Um corvette foi apreendido durante ação do MP contra plataformas ilegais de apostas on-line que movimentaram R$ 1,4 bi em 4 anos Reprodução O MPRJ iniciou nesta quinta-feira (13) a Operação Aposta Suja, contra plataformas ilegais de apostas on-line. Segundo as investigações, a organização criminosa explorava diversos sites sem autorização federal e aplicava golpes em clientes. Segundo informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), operações consideradas suspeitas entre 2022 e 2026 movimentaram ao menos R$ 1,4 bilhão. Promotores saíram para cumprir 7 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, expedidos pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa. Até a última atualização desta reportagem, as equipes haviam apreendido 5 veículos. Segundo o MPRJ, a organização mantinha vários endereços, como furiabet.bet, galeradabet.bet, voude.bet, alfagames.bet, pixbr.io, pixdasorte.io, jogadacerta.net, aposteibet.bet, goathbet.com e bravabet.io. O CyberGaeco descobriu que o dinheiro dos apostadores desses sites era direcionado para empresas de fachada. “Além de funcionar sem a necessária autorização do Ministério da Fazenda, as plataformas, segundo as investigações, aplicam golpes nos consumidores, impedindo-os de sacar os valores disponíveis em suas contas”, explicou o MPRJ. MPRJ apreende carro na Operação Aposta Suja Divulgação/MPRJ “Após a captação dos recursos das vítimas, o esquema prosseguia com a lavagem do dinheiro, por meio da conversão em criptoativos, da pulverização dos valores em múltiplas contas e de remessas para o exterior, com o objetivo de reintroduzir o capital na economia formal”, prosseguiu. A investigação do CyberGaeco apura os crimes de exploração ilegal da modalidade lotérica de apostas, estelionato, lavagem ou ocultação de capitais e organização criminosa. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/08/13/apostadores-de-plataformas-ilegais-relatam-bloqueio-de-saques-diz-mprj.ghtml


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