(Foto: Reprodução) Lula participa da Caravana Federativa em Niterói
Raoni Alves/g1 Rio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quinta-feira (26) da abertura da Caravana Federativa do Governo Federal, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.
O evento, que acontece no Caminho Niemeyer, no Centro da cidade, reúne gestores municipais e estaduais e tem como objetivo ampliar o acesso a programas, serviços e investimentos da União.
O presidente participa da agenda ao lado do prefeito Rodrigo Neves e da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Antes, ele se reuniu com o governador em exercício, Ricardo Couto.
Durante o discurso, Lula relembrou a vinda ao Rio para a inauguração do novo setor de trauma do Hospital Federal do Andaraí. Afirmou que encontrou os hospitais federais em situação precária, com falhas no funcionamento de serviços essenciais, como cirurgias, UTI e emergência.
O presidente destacou que o governo firmou acordo com a Prefeitura para repasse de recursos e disse que a meta é transformar os hospitais federais da capital em centros de excelência, com atendimento de qualidade e respeito aos pacientes.
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R$ 5 bi em investimentos
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, durante o evento, a mobilização de mais de R$ 5 bilhões em investimentos em projetos de saneamento, saúde, infraestrutura urbana, adaptação climática e geração de renda no estado do Rio de Janeiro.
Entre os destaques está a liberação de cerca de R$ 1 bilhão para a concessionária Águas do Rio, que prevê investimentos totais de R$ 1,5 bilhão em saneamento em nove municípios fluminenses, com impacto estimado em quase 7 milhões de pessoas.
O banco também aprovou financiamentos para obras de infraestrutura urbana e adaptação climática em Maricá, além de projetos ambientais em Niterói, como a implantação de parque e de áreas de drenagem sustentável.
Já na saúde, houve ampliação do projeto do novo campus do Instituto Nacional do Câncer (Inca), com investimento previsto de R$ 2 bilhões, além de recursos para expansão de hospital no interior do estado.
Lula participa da Caravana Federativa em Niterói
Raoni Alves/g1 Rio
O que é a Caravana Federativa
A Caravana Federativa é uma iniciativa do Governo Federal que funciona como um espaço de articulação direta entre a União, estados e municípios. A proposta é aproximar gestores locais dos ministérios e órgãos federais, facilitando o acesso a políticas públicas e linhas de financiamento.
Na prática, o evento reúne estandes de diversos ministérios, bancos públicos e instituições federais, que oferecem atendimento direto a prefeitos, secretários e equipes técnicas. E
ntre os serviços disponíveis estão orientações sobre programas como o Novo PAC e o Minha Casa, Minha Vida, além de apoio para destravar projetos e captar recursos.
Caravana Federativa no AP
Márcia do Carmo/GEA
A programação inclui ainda oficinas temáticas, debates e os chamados “Diálogos Federativos”, que discutem projetos estruturantes para o estado. Também estão previstas apresentações de políticas públicas em áreas como saúde, educação, infraestrutura e proteção social.
Segundo o governo, a iniciativa busca reduzir a burocracia e acelerar a execução de investimentos nos municípios, permitindo que gestores resolvam pendências diretamente com representantes federais em um único espaço.
Encontro com o governador do RJ
Antes da agenda em Niterói, Lula se reuniu com o governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, no Aeroporto Santos Dumont.
Esta foi a primeira reunião entre os dois desde que Couto assumiu o comando do estado, após a renúncia de Cláudio Castro (PL). Ele assumiu o cargo interinamente até a eleição de um novo governador pela Assembleia Legislativa.
Na pauta do encontro, estava um pedido de readequação da dívida do estado com a União. O Rio enfrenta um déficit previsto de R$ 19 bilhões em 2026 e tenta renegociar as condições de pagamento, além de buscar inclusão em programas federais de recuperação fiscal.
O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJRJ e governador em exercício do Rio, durante entrevista coletiva
Rafael Oliveira/TJRJ