MPRJ cumpre mandados contra policiais e advogados suspeitos de integrar milícia
01/04/2026
(Foto: Reprodução) Ministério Público do RJ deflagrou, nesta quarta-feira, operação para cumprir 21 mandados de busca e apreensão contra os 'Avelinos'
Reprodução
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Rio de Janeiro, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (3), uma operação para cumprir 21 mandados de busca e apreensão contra investigados por montar uma milícia para cometer crimes para a família conhecida como "Avelinos".
Ao todo, nove integrantes do clã, dentre eles 5 policiais militares e 1 advogado, foram alvos das ações no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, no Espírito Santo e no Pará. Entre os alvos está Felipe Aguiar de Oliveira Filho, o Filipinho Avelino, cuja residência foi alvo de buscas.
De acordo com as investigações, conduzidas em Procedimento Investigatório Criminal (PIC) do Gaeco, há indícios de uma atuação criminosa sistemática e reiterada por parte do grupo, com forte influência em municípios do Sul Fluminense e características típicas de milícia privada.
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Entre os crimes apontados estão homicídios já denunciados pelo Ministério Público, tentativas de assassinato, controle territorial, corrupção de agentes públicos e obstrução da justiça.
As apurações indicam ainda que o grupo mantém uma estrutura hierárquica, com divisão de funções, e recorre a práticas como intimidação de testemunhas, ameaças a familiares e eliminação de adversários para impor a chamada “lei do silêncio”. Segundo os investigadores, a atuação da família remonta à década de 1930, com registros de quatro gerações envolvidas em mais de 50 homicídios.
No total, 29 endereços são vasculhados por promotores, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil. No estado do Rio, as diligências ocorrem na capital e nos municípios de Paty do Alferes, Vassouras, Paraíba do Sul e Três Rios.
Durante a operação, foram apreendidas armas e munições. Diante do histórico de violência, da intimidação de autoridades e das tentativas de obstrução, o GAECO passou a concentrar as investigações criminais relacionadas ao grupo.
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