Segurança: veja propostas dos candidatos ao governo do RJ

  • 19/08/2026
(Foto: Reprodução)
Ônibus são incendiados após morte de miliciano no Rio de Janeiro. GloboNews/Reprodução Apontada como a principal preocupação dos eleitores fluminenses em pesquisas recentes, a segurança pública também foi o assunto mais presente nas entrevistas de pré-campanha dos candidatos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro. Por conta disso, o g1 abre com segurança a série de reportagens que vai reunir as propostas dos candidatos ao governo do Rio de Janeiro para os principais temas da campanha. Saiba o que os 9 candidatos propõem para a área, em ordem alfabética, com base nos planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Agora no g1 Até a publicação desta reportagem, Eduardo Paes (PSD) e Anthony Garotinho (Republicanos) ainda não haviam divulgado seus planos de governo no TSE. Para os dois, foram consideradas declarações dadas em entrevistas, debates e manifestações públicas recentes sobre segurança. O 1º turno das eleições está marcado para 4 de outubro. André Marinho (Novo) André Marinho é pré-candidato ao Governo do RJ pelo Partido Novo Reprodução O plano de segurança de André Marinho é chamado de “Sai Fuzil, Entra Brasil” e trata o crime organizado como uma “empresa territorial narcoterrorista”. A estratégia é baseada na doutrina do “Cerco”, com cinco frentes de atuação: fronteira, território, dinheiro, cárcere e polícia. Na área de fronteiras, o programa prevê o “Escudo Rio”, com três anéis de fiscalização — marítimo, terrestre e aéreo —, além de scanners para leitura de carretas em movimento, drones e um centro integrado de comando. Para os territórios dominados pelo crime, Marinho propõe os Cinturões de Soberania Total (CST), com a retomada permanente de 20 territórios até 2030. A proposta prevê bases policiais funcionando 24 horas, além da entrada de serviços públicos como iluminação, asfaltamento, escolas e creches. O plano também prevê a chamada “Operação Asfixia”, voltada para identificar, bloquear e confiscar patrimônio de integrantes do crime organizado. A proposta inclui ainda a “Operação Pedágio do Crime”, para combater monopólios criminosos em setores como gás, internet e transporte. Na área prisional, Marinho propõe reconstruir uma unidade de segurança máxima na Ilha Grande para isolar lideranças criminosas e criar um regime em que o trabalho possa resultar em remição de pena. Para as polícias, o programa prevê recomposição salarial, com a meta de colocar o soldado da PM do Rio entre os cinco melhores salários do país, além de seguro-família para agentes mortos em serviço. Também propõe o fortalecimento das corregedorias para combater a infiltração do crime nas corporações. Entre as medidas de prevenção estão a expansão de escolas cívico-militares integradas ao ensino técnico e a criação de Arenas Fluminenses, equipamentos esportivos em territórios considerados críticos. A principal meta apresentada pelo candidato é reduzir a taxa de letalidade de 21 para 12 mortes por 100 mil habitantes. O plano estima ainda recuperar entre R$ 15 bilhões e R$ 25 bilhões do patrimônio do crime organizado em quatro anos por meio da Operação Asfixia. Principais propostas: Retomar 20 territórios dominados pelo crime até 2030; Criar o “Escudo Rio”, com fiscalização integrada de fronteiras por terra, mar e ar. Combater o financiamento das organizações criminosas com a “Operação Asfixia”, para bloquear e confiscar bens. Coronel Busnello (Missão) Coronel Busnello Reprodução/Redes sociais O plano de Coronel Busnello, apresentado no “Livro Amarelo do Rio de Janeiro”, divide as propostas em quatro eixos: pessoal, operacional, sensação de segurança e inclusão. Na área de pessoal, o candidato propõe um novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários, com progressão por mérito e equalização do Regime Adicional de Serviço (RAS) entre as forças de segurança. Também prevê atendimento de saúde ocupacional e suporte psicológico para os agentes. Uma das metas é formar 3,5 mil novos profissionais por ano para enfrentar o déficit estimado pelo plano em 25 mil policiais. Na área operacional, Busnello propõe o Centro Integrado de Comando e Controle (CIICO), com integração de dados das forças de segurança, reconhecimento facial, leitura de placas e sensores térmicos. O plano também prevê agências de inteligência distrital e equipamentos como drones, escâneres móveis e laboratórios de genética e balística. A retomada de territórios é apresentada como prioridade. O programa prevê três etapas: asfixia financeira e de inteligência, intervenção operacional e, depois, presença permanente do Estado. Nas áreas retomadas, seriam instaladas Unidades de Controle Territorial (UCTs). O plano também propõe ampliar o programa Segurança Presente para corredores comerciais e educacionais fora da capital. Na área de ressocialização, o Programa Recomeço prevê trabalho remunerado para presos, com a meta de alcançar 25% da população carcerária até 2030. O candidato também defende o fortalecimento dos Conselhos Comunitários de Segurança e maior integração com as guardas municipais. Principais propostas: Formar 3,5 mil novos profissionais de segurança por ano para reduzir o déficit policial. Retomar territórios dominados pelo crime e manter presença permanente do Estado. Colocar 25% da população carcerária para trabalhar até 2030, por meio do Programa Recomeço. Cyro Garcia (PSTU) Cyro Garcia, do PSTU Stephanie Rodrigues/g1 O plano de Cyro Garcia propõe uma mudança estrutural no modelo de segurança pública. Entre as principais medidas está a desmilitarização da segurança e da Polícia Militar e a criação de uma polícia civil única, que reuniria funções ostensivas e investigativas. O programa também prevê democracia interna nas corporações e direito de organização sindical para policiais de base. No combate às milícias, o PSTU defende investigação e punição de agentes públicos envolvidos em chacinas e tortura, além da expropriação do patrimônio ilícito de milicianos e de agentes públicos envolvidos com esses grupos. O candidato também se posiciona contra as UPPs e o programa Cidade Integrada, classificados pelo plano como extensões da lógica militarizada. Outra proposta é a descriminalização das drogas, com produção e comercialização sob controle estatal. Segundo o programa, os lucros obtidos seriam destinados a investimentos sociais. O plano ainda defende o direito à autodefesa de trabalhadores, moradores de favelas e grupos considerados vulneráveis à violência. Também propõe o fim do encarceramento em massa da juventude negra e a ampliação de delegacias especializadas 24 horas. Para o PSTU, a segurança também deve ser tratada por meio de políticas sociais, com investimentos em escolas, hospitais e saneamento, além da geração de emprego e renda. O plano não estabelece metas numéricas ou prazos específicos para essas medidas. Principais propostas: Desmilitarizar a Polícia Militar e criar uma polícia civil única, reunindo funções ostensivas e investigativas. Combater milícias com investigação e expropriação do patrimônio ilícito de criminosos e agentes públicos envolvidos. Descriminalizar as drogas, com produção e comercialização sob controle estatal. Douglas Ruas (PL) O deputado estadual Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj Alex Ramos/Alerj O plano de Douglas Ruas chama a estratégia de “Rio Seguro” e coloca a retomada da autoridade do Estado como prioridade. A proposta prevê substituir operações pontuais por uma presença permanente nos territórios retomados. O candidato propõe equipes móveis para a retirada contínua de barricadas, com prioridade para áreas próximas a escolas e hospitais. Também prevê transformar escolas estaduais em centros de ensino integral e utilizar imóveis tomados do crime para equipamentos públicos. Na fronteira, o programa “Escudo Fluminense” prevê câmeras com reconhecimento facial, leitura de placas, drones e scanners de carga em rodovias e portos. Também estão previstas blitzes integradas e um sistema de policiamento organizado por quadrantes e horários de maior ocorrência criminal. No combate financeiro às organizações criminosas, o plano prevê investigação de lavagem de dinheiro e empresas de fachada, além da recuperação de bens confiscados para utilização na própria segurança pública. No sistema penitenciário, Ruas propõe isolamento de lideranças criminosas, aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e trabalho obrigatório como condição para benefícios penais e remição de pena. Também prevê novas unidades prisionais por meio de parcerias com a iniciativa privada. Na área policial, o plano prevê novos concursos, modernização da investigação e critérios técnicos para escolha de comandantes e delegados. Para mulheres vítimas de violência, a proposta inclui tornozeleiras eletrônicas com alertas de proximidade, novas Delegacias de Atendimento à Mulher 24 horas e ampliação da Patrulha Maria da Penha. O plano também prevê escolas cívico-militares como instrumento de prevenção ao recrutamento de jovens pelo crime. O documento não apresenta, para a maior parte dessas medidas, metas numéricas ou prazos específicos de implementação. Principais propostas: Retomar territórios dominados pelo crime com presença permanente do Estado. Criar o “Escudo Fluminense”, com reconhecimento facial, leitura de placas, drones e scanners de carga. Isolar lideranças criminosas e condicionar benefícios penais e remição de pena ao trabalho e à qualificação profissional. Eduardo Paes (PSD) Eduardo Paes, prefeito do Rio, é pré-candidato ao governo do estado Onofre Veras/TheNews2/Estadão Conteúdo Até a publicação desta reportagem, Eduardo Paes não havia apresentado plano de governo ao TSE. O texto considerou declarações feitas pelo candidato em postagem nas redes sociais, podcast e outras entrevistas. Paes defende que a polícia permaneça nos territórios conflagrados até que o Estado consiga estabelecer o controle da área. Em uma publicação feita em março, ele escreveu: “Tem que ficar até ter o controle e trazer paz pra quem mora lá! (...) Não adianta ir e sair!” Em entrevista a um podcast sobre segurança pública com o ex-policial do Bope Rodrigo Pimentel, Paes afirmou que a área será prioridade de seu eventual governo. Segundo ele, haverá investimentos na polícia técnica, no sistema prisional e na estrutura dos profissionais de segurança. “Eu vou dedicar a maior parte do meu tempo a isso. A polícia terá os meios para agir. A polícia técnica terá investimento. O sistema prisional terá investimento. Os profissionais de segurança pública serão prioritários no meu governo.” Em entrevista ao Podcast da Rádio Tupi, o candidato propôs a unificação das secretarias de Polícia Militar e Polícia Civil em uma Secretaria de Segurança, com comando centralizado e participação direta do governador. Ao mesmo tempo, defendeu a manutenção da autonomia orçamentária das duas polícias. Paes também disse que pretende adotar uma política de segurança baseada em dados e evidências e afirmou que operações policiais devem ser acompanhadas de inteligência e medidas de asfixia financeira. Para a retomada de territórios, defendeu uma força-tarefa permanente com participação de órgãos como Receita Federal, Ministério Público, Polícia Federal, Judiciário, Polícia Rodoviária Federal e COAF. O candidato não apresentou, nas declarações utilizadas para esta reportagem, metas numéricas ou prazos para a implementação dessas propostas. Principais propostas: Criar uma Secretaria de Segurança única, reunindo as estruturas das polícias Civil e Militar. Manter forças de segurança nos territórios até que haja controle e estabilização da região. Fazer operações baseadas em dados, inteligência e asfixia financeira do crime. Anthony Garotinho (Republicanos) O ex-governador Anthony Garotinho será o candidato do Republicanos ao governo do RJ Carlos Moura / Agência Estado Anthony Garotinho também não havia divulgado plano de governo ao TSE, até a data de publicação desta reportagem. As informações abaixo têm como fonte declarações do candidato em debate da Band Rio, podcast e sabatina do UOL/Folha. Garotinho colocou a retomada de territórios dominados por facções entre as principais propostas de segurança. Em uma declaração, afirmou que pretende agir no curto, médio e longo prazo e criar um batalhão com 5 mil homens para operações de ocupação. A proposta inclui a participação da Polícia Militar, Polícia Civil e inteligência, com apoio do Exército no cerco das comunidades. Segundo Garotinho, as forças permaneceriam no local sem prazo previamente definido para retirada. O candidato chamou a proposta de “Bope 2.0”. “O Bope 2.0, nós vamos ocupar a comunidade por tempo indeterminado.” A ideia, segundo ele, é manter a ocupação até que o território seja retomado, com atuação da inteligência da Polícia Civil e bloqueio das entradas e saídas para fiscalizar cargas. Garotinho também defendeu uma corregedoria externa para as polícias Civil e Militar e afirmou que agentes envolvidos com organizações criminosas devem ser retirados das corporações. Ele também propôs aumento do efetivo e maior equiparação das forças policiais em relação ao poder de fogo do crime. Durante o debate da Band Rio, Garotinho citou o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como referência para sua política de segurança. Nas declarações consideradas para esta reportagem, o candidato não apresentou uma meta geral de redução de crimes ou letalidade nem um cronograma detalhado para a implementação das medidas. Principais propostas: Criar um batalhão com 5 mil homens para operações de retomada de territórios. Manter o “Bope 2.0” nas comunidades por tempo indeterminado, até a retomada do território. Criar uma corregedoria externa para as polícias e retirar agentes envolvidos com organizações criminosas. Juliete Pantoja (UP) Unidade Popular lança Juliete Pantoja como pré-candidata ao governo do RJ Divulgação O programa de Juliete Pantoja propõe uma mudança no modelo de segurança pública, com desmilitarização das polícias e das guardas municipais e criação de uma política chamada de “Segurança Popular”. O plano prevê mudança nos critérios de seleção e treinamento dos policiais, com foco em direitos humanos, não letalidade, antirracismo e feminismo. A progressão na carreira seria vinculada ao cumprimento desses requisitos. A candidata também propõe o fim de operações policiais violentas em comunidades, substituindo-as por ações de inteligência e fiscalização de armas e munições. O programa prevê a instalação imediata de câmeras nos uniformes dos policiais. Outra mudança seria direcionar as investigações para integrantes de maior poder dentro das organizações criminosas, incluindo empresários, políticos e policiais corruptos que utilizem empresas de fachada. Para combater as milícias, o plano prevê o afastamento imediato de servidores da segurança pública suspeitos de ligação com esses grupos. Juliete também propõe transformar os atuais Conselhos Comunitários de Segurança em assembleias de Segurança Popular, com participação de profissionais, associações de moradores e cidadãos voluntários. No sistema prisional, o programa prevê transformar penitenciárias em centros de formação e profissionalização. Também propõe extinguir o DEGASE e criar uma Comissária da Juventude, vinculada à Secretaria de Educação. Na proteção às mulheres, a proposta inclui uma rede de casas-abrigo para vítimas de violência. O programa não apresenta metas numéricas ou prazos específicos para a maior parte das medidas. Principais propostas: Desmilitarizar as polícias e mudar a formação dos agentes para priorizar direitos humanos e não letalidade. Substituir operações policiais violentas por ações de inteligência e fiscalização de armas e munições. Transformar Conselhos Comunitários de Segurança em assembleias de Segurança Popular, com participação da população. Luan Monteiro (PCO) Luan Monteiro (PCO) Divulgação O programa de Luan Monteiro parte de uma proposta de ruptura com o modelo atual de segurança pública. A principal medida é a dissolução da Polícia Militar e do aparato repressivo estatal. Em substituição ao modelo policial atual, o PCO defende o direito de autodefesa dos trabalhadores das cidades e do campo. O programa também propõe o direito ao armamento para trabalhadores rurais e povos indígenas. A segurança, segundo o plano, seria organizada por comitês de autodefesa formados pelos próprios trabalhadores em comunidades, cidades e territórios indígenas, de maneira independente das forças estatais. O programa também propõe mudanças no sistema de Justiça, como o fim do Supremo Tribunal Federal e a eleição popular de juízes e procuradores, com possibilidade de revogação dos mandatos. As propostas são apresentadas pelo partido como parte de uma mudança mais ampla no modelo de Estado. O documento não estabelece metas numéricas ou prazos para implementação das medidas. Principais propostas: Dissolver a Polícia Militar e o atual aparato repressivo estatal. Criar comitês de autodefesa organizados pelos próprios trabalhadores e comunidades. Garantir o direito à autodefesa e ao armamento para trabalhadores do campo e povos indígenas. William Siri (PSOL) William Siri, do PSOL Divulgação O programa de William Siri propõe um novo modelo de segurança baseado na proteção da vida, cidadania, direitos humanos, inteligência e prevenção. Uma das principais mudanças seria a criação de uma Secretaria de Segurança única, que reuniria os comandos atualmente vinculados às secretarias de Polícia Militar, Civil e Penal. O plano também prevê a integração dos bancos de dados das polícias, do sistema penitenciário e do Exército. Outra proposta é a criação de uma Polícia Técnico-Científica autônoma, separada da Polícia Civil. Siri também defende trabalhar com o Congresso pela desmilitarização das polícias e pela criação de uma carreira civil única de ciclo completo. No combate ao crime organizado, o programa propõe uma política de asfixia financeira, com atuação conjunta com o governo federal e o COAF para combater lavagem de dinheiro. Também prevê fiscalização das rotas terrestres, aéreas e marítimas para impedir a entrada de armas e munições, além da criação de um grupamento de policiamento marítimo nas baías de Guanabara e Sepetiba. Para operações em comunidades, o programa determina cumprimento das regras da ADPF das Favelas, com prioridade para redução da letalidade e proteção da vida. A proposta também inclui a proibição de uso de armamentos a partir de helicópteros e o fim de mandados de busca e apreensão coletivos. Na área de pessoal, o plano prevê reestruturar as tabelas salariais para que a diferença entre a base e o topo das carreiras não ultrapasse 30%, além de programas de saúde mental e afastamento ou expulsão de agentes envolvidos em casos de violência grave ou corrupção. Na política de drogas, o programa trata o uso abusivo como questão de saúde pública e defende a descriminalização e regulamentação das drogas ilícitas. No sistema prisional, propõe o fim da revista vexatória, centrais de regulação de vagas e oposição à privatização da gestão dos presídios. Para a proteção das mulheres, o plano prevê dobrar progressivamente o número de DEAMs e criar um quadro permanente de policiais mulheres para atendimento especializado. Principais propostas: Criar uma Secretaria de Segurança única e integrar os bancos de dados das forças de segurança. Combater o crime organizado por meio da asfixia financeira e do combate à lavagem de dinheiro. Desmilitarizar as polícias e seguir as regras da ADPF das Favelas nas operações em comunidades.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/eleicoes/2026/noticia/2026/08/19/seguranca-veja-propostas-dos-candidatos-ao-governo-do-rj.ghtml


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