VÍDEO: após mortes de pedreiros, grupo tenta fechar BR-101, e PM revida com disparos

  • 27/05/2026
(Foto: Reprodução)
PM efetua disparos durante protesto na BR-101, em São Gonçalo O RJ1 desta quarta-feira (27) flagrou uma tentativa de bloqueio na BR-101 (Rio-Campos), na altura do Jardim Catarina, em São Gonçalo, durante um protesto pela morte de 2 homens, mais cedo. Por volta das 12h10, a TV Globo estava ao vivo na beira da estrada quando um grupo começou a atirar entulho na pista. Dois homens abordaram um ônibus e levaram as chaves, a fim de usá-lo como barricada. PMs que estavam na via revidaram com balas de borracha, e passageiros que tinham descido do coletivo tentaram se proteger. Parte dos manifestantes se dispersou pela mata. Apesar dos disparos, ninguém ficou ferido. Até a última atualização desta reportagem, uma faixa no sentido Rio seguia interditada, por causa do ônibus parado e sem as chaves. PM faz disparo ao vivo na altura de Jardim Catarina, no RJ Reprodução/TV Globo “Eles entraram no ônibus agredindo o motorista. Tinha passageiro passando mal”, afirmou uma testemunha. “Agora há pouco, deram tiros para o alto perto do ônibus. Mas fazer o quê? Esse é o Rio de Janeiro que a gente vive no dia a dia. A gente sai para trabalhar e não sabe se vai voltar pra casa em segurança”, relatou. Instantes depois, outro grupo tentou fechar a RJ-104, na mesma região, mas a PM também interveio, e um protesto era feito no acostamento. Não foram os únicos protestos da manhã. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), manifestantes atearam fogo a pneus por volta das 9h20, e, apesar de a situação ter sido inicialmente controlada, o grupo permaneceu às margens da rodovia. Às 9h55, a pista chegou a ser totalmente fechada, sendo parcialmente liberada às 10h02. Ônibus foi parado na via após criminosos renderem o motorista e levarem a chave do coletivo Reprodução/TV Globo A morte dos moradores Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, foram mortos a tiros pela Polícia Militar na região da Ipuca, no bairro Jardim Catarina, quando saíam para trabalhar, dividindo uma moto. Ferramentas, como uma régua de pedreiro, e marmitas que carregavam caíram e ficaram pelo chão. Moradores contaram que os disparos aconteceram entre 7h e 7h30. O 7º BPM (São Gonçalo) tinha ido à comunidade em uma espécie de escolta para técnicos de uma empresa de telefonia, que iriam retirar antenas na região. O trabalho estava previsto para durar 9 dias. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Dois trabalhadores são mortos durante ação da PM no Jardim Catarina O São Gonçalo O que dizem as polícias Nota da PM “A Secretaria de Estado de Polícia Militar lamenta as mortes de Marcelo da Cruz Silva e de Edivan Felipe de Assis. A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a Corregedoria Geral da Corporação (GCPM) instaurou um procedimento para averiguar as circunstâncias relacionadas às mortes de dois homens durante ocupação policial, na comunidade do Jardim Catarina, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com o comando do 7º BPM (Alcântara/São Gonçalo) as vítimas estavam em uma motocicleta, no momento em que foram atingidas por disparos efetuados pelos policiais. De imediato, o local foi isolado e a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, acionada. A Secretaria de Estado de Polícia Militar colabora integralmente com as investigações conduzidas pela Secretaria de Estado de Polícia Civil. A SEPM ressalta que preza pela transparência de suas ações e colabora integralmente com as investigações do caso.” Nota da Polícia Civil “A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) investiga as mortes de Edvan Felipe de Assis e Marcelo da Cruz Silva. Policiais militares envolvidos na ocorrência e testemunhas são ouvidos na unidade. As armas dos agentes foram apreendidas e serão submetidas a confronto balístico. As imagens das câmeras corporais já foram requisitadas. O local passou por perícia e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML), onde serão realizados os exames periciais. Outras diligências estão em andamento para o completo esclarecimento dos fatos.”

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/27/tumulto-na-br-101.ghtml


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